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Rui Costa, que começou na portaria do Grêmio, diz que demitiria Crespo de novo e fala de Oscar

Executivo formado no Grêmio relembra negociação frustrada com Drogba e defende a demissão de Crespo no São Paulo em entrevista sobre a carreira

Por Redação Agora na Bola

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Rui Costa em foto de portaldogremista.com.br
Foto: portaldogremista.com.br

Rui Costa, executivo de futebol de 55 anos que iniciou a carreira na portaria do Grêmio, afirmou que tomaria novamente a decisão de demitir Hernán Crespo do São Paulo e comentou o problema cardíaco que interrompeu a trajetória do meia Oscar. Fora do mercado desde junho, ele também recordou uma negociação frustrada com Didier Drogba no clube gaúcho.

O que aconteceu

O dirigente está sem clube desde junho de 2026, quando se encerrou a passagem dele pelo São Paulo, iniciada em janeiro de 2021 e que durou cinco anos e meio. Gaúcho, ele entrou no futebol sem ter sido jogador profissional: o começo foi na portaria do Grêmio, antes de virar um nome conhecido do setor de gestão.

Sobre a saída de Hernán Crespo, ocorrida quando o time era vice-líder do Campeonato Brasileiro, Rui Costa não demonstrou arrependimento. Ele afirmou que repetiria a decisão nas mesmas circunstâncias: "Se tivesse os subsídios, os insumos e as percepções que tive com outras pessoas naquele momento, eu teria demitido".

Outro tema da conversa foi Oscar. O meia precisou parar de jogar por causa de um problema cardíaco, e o executivo afirmou que o jogador só escapou porque havia cardiologistas no centro de treinamento no momento do mal súbito. "Ele não morreu por um milagre divino", disse.

Rui Costa também lembrou de uma negociação frustrada com Didier Drogba no período em que trabalhou no Grêmio. Não há detalhes públicos sobre datas, valores nem sobre o motivo de a tratativa não ter avançado.

A carreira dele passou por Grêmio, Chapecoense, Athletico, Atlético-MG e São Paulo. Entre as conquistas listadas estão o Catarinense com a Chapecoense, a Sul-Americana com o Athletico e, pelo São Paulo, o Paulista, a Copa do Brasil e a Supercopa. A entrevista não informa as temporadas de cada título.

Ele falou ainda da vida pessoal. Pai de gêmeos, contou que saiu de casa quando os filhos tinham 12 anos e voltou quando eles estavam perto de completar 18. Disse que tem acompanhado futebol de outra maneira no período longe dos clubes e que segue com vontade de retornar ao mercado.

Por que importa

A ligação de Rui Costa com o Grêmio é anterior à fama dele como dirigente. Foi no clube gaúcho que ele entrou no meio esportivo, sem passagem como atleta, numa época em que o perfil do executivo de futebol era diferente do atual. Ele próprio trata essa entrada como incomum ao revisar a própria trajetória.

O caso também mostra como profissionais formados dentro da estrutura de um clube podem migrar para outros mercados. Rui Costa deixou o Rio Grande do Sul e passou a trabalhar em clubes de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, sempre em funções de gestão.

A menção a Drogba reabre uma tratativa antiga que nunca se concretizou. Sem números oficiais disponíveis, o episódio fica no terreno do relato pessoal de quem estava à frente da operação naquele momento. O Grêmio não se manifestou sobre o assunto até esta publicação.

Nossa visão

Vale ler a entrevista pelo que ela é: um depoimento de alguém fora do mercado e interessado em se reposicionar. Rui Costa sustenta decisões polêmicas sem recuar, e isso diz tanto sobre o método dele quanto sobre a pressão do cargo. Não é uma prestação de contas pública, é uma versão sobre o próprio trabalho.

Para o torcedor do Grêmio, o trecho mais curioso é o da portaria, ponto de partida de uma trajetória longa no futebol brasileiro. O dirigente não informou se existe conversa em andamento com algum clube.

Créditos: ge

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