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Justiça revoga prisão preventiva de auxiliar técnico do Grêmio

Alexandre Mendes deve deixar a penitenciária de Canoas nesta sexta; a defesa nega violação de medida protetiva em favor da ex-companheira

Por Redação Agora na Bola

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Imagem de arquivo sobre o Grêmio
Foto: facts.net

A Justiça revogou nesta sexta-feira a prisão preventiva de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio. Ele estava preso desde quinta, depois de desembarcar com a delegação em Porto Alegre, e deve deixar a Penitenciária Estadual de Canoas nas próximas horas. A defesa havia pedido a revogação e sustenta que o auxiliar não descumpriu nenhuma medida protetiva.

O que aconteceu

A decisão saiu do juízo de Esteio e acompanhou manifestação favorável do Ministério Público. Os advogados Andrei Zenkner Schmidt, Bruna Aspar Lima e Tapir Rocha Neto assinaram uma nota em que confirmam a revogação e informam que Mendes continua à disposição das autoridades.

A prisão aconteceu na quinta-feira, quando a delegação gremista voltou de Belém, onde havia empatado em 1 a 1 com o Remo. O auxiliar passou por audiência de custódia e foi levado para Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O motivo apontado pela investigação é a presença dele na Expointer, feira do agronegócio em Esteio realizada de 29 de agosto a 6 de setembro. A medida protetiva em favor da ex-companheira está em vigor desde 5 de março de 2026. A mulher também esteve no parque de exposições.

A defesa afirma que o auxiliar não manteve contato físico nem eletrônico com ela e que não houve aproximação menor que 250 metros. Para comprovar que os dois estiveram no local em horários diferentes, os advogados pediram a quebra do sigilo das linhas telefônicas de ambos e solicitaram imagens do circuito de segurança do parque.

"A acusação de violação de medida protetiva é falsa", diz a nota assinada pelos advogados.

O histórico do caso vem de 2024. Naquele ano foi aberto um processo no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central de Porto Alegre, e um inquérito conduzido pela delegacia especializada no atendimento à mulher (Deam) terminou sem indiciamento, com a delegada Fernanda Campos Hablich apontando falta de elementos. Na sequência, o Ministério Público denunciou Mendes por violência psicológica, e a Justiça aceitou a denúncia em setembro de 2025. O processo segue em tramitação e ainda não houve sentença.

Em nota enviada à imprensa, o Grêmio afirmou que acompanha o caso, que trata a apuração como uma questão de natureza pessoal e que vai se posicionar quando reunir todos os elementos do processo.

Por que importa

Mendes integra a comissão técnica de Renato Gaúcho, e a soltura ocorre na véspera de um compromisso importante no calendário gremista. O time entra em campo em casa neste domingo, às 17h30, na Arena, pela 30ª rodada do Brasileirão, em um momento de pressão na tabela.

Não há confirmação oficial até esta publicação sobre a presença do auxiliar no banco de reservas nem sobre o retorno dele às atividades no centro de treinamento. O clube não informou se ele será relacionado para a partida.

A ausência de um integrante da comissão técnica na reta final de preparação obriga o departamento de futebol a reorganizar funções internas, algo que já vinha acontecendo desde a prisão na quinta-feira.

Nossa visão

A revogação da preventiva não encerra o caso e não equivale a absolvição. O que a Justiça avaliou nesta sexta foi a necessidade de manter a prisão antes do julgamento, e o entendimento foi de que ela não se sustenta neste momento. O processo por violência psicológica continua em fase de instrução, com provas e depoimentos ainda em discussão, e não há prazo público para a sentença.

Para o Grêmio, o desfecho alivia parte da pressão sobre a comissão técnica em uma semana decisiva, mas não fecha o assunto. O clube tratou o tema como questão pessoal, o que é coerente na esfera institucional, embora a exposição pública do caso siga existindo. Do lado esportivo, a definição sobre o banco de reservas cabe à comissão técnica, e não há dado público consolidado sobre isso até agora.

Créditos: ge Rio Grande do Sul

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