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Grêmio e Internacional

Renato encara Gre-Nal 455 com missão de tirar o Grêmio da zona de rebaixamento

Técnico volta ao banco em clássico na Arena, com o Grêmio na 18ª posição e sem vencer desde a chegada em setembro

Por Redação Agora na Bola

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Renato em foto de portaldogremista.com.br
Foto: portaldogremista.com.br

O Grêmio recebe o Internacional neste domingo, às 17h30, na Arena, pela 30ª rodada do Brasileirão, no Gre-Nal 455. O técnico Renato Portaluppi, de volta ao clube desde setembro, ainda não venceu nesta quinta passagem e tem a missão de tirar o time da zona de rebaixamento.

O que aconteceu

Renato Portaluppi soma 32 partidas como técnico em Gre-Nais, com 12 vitórias, 12 empates e oito derrotas. Foram 39 gols marcados e 31 sofridos, um aproveitamento de 50%.

A última vez que ele ficou à beira do campo em um clássico gaúcho foi em 19 de outubro de 2024, no Beira-Rio, quando o Grêmio perdeu por 1 a 0 pelo Campeonato Brasileiro.

Desde que reassumiu o cargo, o treinador viu o time perder para o Botafogo, jogo em que atuou como auxiliar de Felipão, e empatar com Palmeiras e Remo. Depois do empate em Belém, na quarta-feira, ele respondeu a quem cobrava evolução rápida: "Acha que em 15 dias vou chegar com a varinha mágica e corrigir tudo?"

O Grêmio iniciou a rodada em 18º lugar, com 30 pontos. É um ponto a menos que o rival deste domingo e dois atrás do Corinthians, o primeiro clube fora da zona de rebaixamento.

A passagem começou com baixas no elenco: os laterais Diego Caito e Marlon estão lesionados. Fora do campo, o auxiliar técnico Alexandre Mendes foi preso na quinta-feira e teve a prisão preventiva revogada pela Justiça, reapresentando-se ao centro de treinamento no sábado.

A volta do ídolo aconteceu em ritmo acelerado. Luís Castro, que tinha contrato até o fim de 2027, deixou o cargo, e Renato fechou a quinta passagem pelo clube depois de uma negociação resolvida em uma tarde e uma noite, com vínculo válido até dezembro. Como a janela de transferências está fechada, ele trabalha com o grupo que herdou.

Por que importa

O clássico coloca frente a frente dois times que brigam para se afastar da parte de baixo da tabela na mesma rodada, e o Grêmio chega em desvantagem na comparação direta com o rival. Desde a última passagem de Renato pelo banco gremista, três treinadores ocuparam o cargo: Gustavo Quinteros, Mano Menezes e Luís Castro. Nenhum deles conseguiu repetir a identificação do ídolo com a torcida, e a direção apostou na volta dele para tentar reverter o cenário.

O calendário também pesa. O compromisso desta rodada é o primeiro de uma sequência em que cada ponto ganha valor de decisão, e o time não pode mais contar com reforços até o fim do ano. Renato tem menos de um mês de trabalho, perdeu titulares por lesão e ainda lida com o desgaste do episódio envolvendo seu auxiliar. O quadro fora de campo não aparece na tabela, mas mexe com a rotina do grupo em um momento em que a margem de erro é mínima.

Nossa visão

A leitura do momento passa menos pelo clássico em si e mais pelo tamanho do problema que Renato aceitou encarar. Ele assumiu um time na zona de rebaixamento, sem poder contratar, com o grupo já moldado pelo antecessor e com o peso de ser, outra vez, a figura central da história recente do clube. A pausa da data Fifa serviu para ajustes físicos e táticos, mas nenhum treinador corrige em poucas semanas o que se acumulou ao longo de uma temporada inteira.

O Gre-Nal é o teste mais duro possível para essa fase. Renato tem histórico longo e equilibrado em clássicos, e o retrospecto mostra que ele costuma dividir os duelos. O que a tabela cobra agora, porém, é resultado, não currículo. O Grêmio precisa de pontos para sair da parte de baixo, e a Arena deve empurrar o time justamente por causa da presença do técnico. É pressão e apoio na mesma medida, o que define bem o tamanho da tarefa.

Créditos: ge

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