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Neto critica volta de Renato Gaúcho ao Grêmio e aponta visão pequena da diretoria

Comentarista questiona o planejamento do Grêmio após a demissão de Luís Castro e diz que recorrer a Renato Gaúcho revela visão pequena da diretoria

Por Redação Agora na Bola

  • Grêmio
Renato Gaúcho, Grêmio, em foto de arquivo
Foto: TVE RS / TV Grenal / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A volta de Renato Gaúcho ao comando técnico do Grêmio passou a ser questionada publicamente logo depois da confirmação. O apresentador Craque Neto disse que a decisão da diretoria revela uma visão pequena e cobrou explicações sobre o trabalho de Felipão, coordenador técnico do clube, na montagem do projeto que terminou com a saída de Luís Castro.

O que aconteceu

Luís Castro foi contratado pelo Grêmio em dezembro de 2025 e deixou o cargo em 13 de setembro de 2026, depois da derrota por 2 a 1 para o Vasco, de virada, na Arena.

A saída do treinador português também provocou seis desligamentos no departamento de futebol. Deixaram o clube os auxiliares Pedro Mané e Vitor Severino, o analista Nuno Baptista, os preparadores físicos Nuno Cerdeira e Roberto Júnior e o preparador de goleiros Daniel Correia (lista de desligamentos).

Na tabela do Campeonato Brasileiro, o time aparece na 15ª posição, com 28 pontos, diretamente envolvido na briga contra o rebaixamento. Em outra frente, a situação é melhor: antes de ser demitido, Castro classificou o clube para a semifinal da Copa do Brasil, depois de eliminar o Internacional.

Renato assume com a missão de melhorar o rendimento no Brasileirão e de manter o time competitivo no mata-mata nacional. A diretoria recorreu ao treinador em um momento de pressão na temporada.

Craque Neto reconheceu o peso de Renato na história do clube, mas questionou se a escolha resolve o que vem depois. Para ele, a discussão deveria passar pelo planejamento que levou à contratação e depois à demissão de Castro, e não apenas pela troca de nome no comando. “É essa visão pequena de um clube tão grande que é o Grêmio?”, afirmou (declaração).

O apresentador também mirou Felipão, coordenador técnico, cobrando explicações sobre a participação dele na montagem do projeto que trouxe o português e a comissão técnica estrangeira. Na avaliação de Neto, o clube olha demais para o passado e diz que a diretoria está brincando com o Grêmio ao tratar a permanência do treinador apenas como solução imediata.

Até esta publicação, não há informação oficial sobre a duração do novo vínculo de Renato nem sobre a permanência dele para 2027.

Por que importa

Renato é o nome mais associado à história recente do Grêmio, como jogador e como treinador, e a diretoria voltou a ele quando a temporada ameaçava desandar. É um movimento que já aconteceu outras vezes no clube e que costuma dividir a torcida: de um lado, o reconhecimento pelo que ele representa; de outro, a pergunta sobre o que vem depois do alívio imediato.

O calendário aperta a decisão. A equipe segue viva na Copa do Brasil e ainda precisa somar pontos suficientes no Brasileirão para sair da parte de baixo da tabela. As duas frentes exigem decisões de curto prazo, justamente o ponto central da crítica feita ao modelo de gestão do futebol.

O debate sobre 2027 também ficou em aberto. Se a permanência de Renato for tratada apenas como remédio para o risco de queda, a discussão sobre elenco, comissão e método de trabalho tende a voltar no fim do ano, quando o clube precisará definir o rumo da próxima temporada.

Nossa visão

A crítica tem um alvo claro e um alvo difuso. O claro é o padrão de recorrer a ídolos quando a crise aperta, algo que o Grêmio já fez em outros momentos e que costuma funcionar no curtíssimo prazo, porque mexe com o ambiente e com a torcida. O difuso é a pergunta que fica: quem responde pelo planejamento que trouxe Luís Castro, sustentou o projeto por nove meses e o desfez em uma tarde de domingo.

Renato chega com dois objetivos concretos e nenhum deles é fácil. Ficar no Brasileirão é obrigação para um clube do tamanho do Grêmio, e avançar na Copa do Brasil depende de um mata-mata que não perdoa. Se as duas metas forem cumpridas, a cobrança sobre o método perde força até o fim do ano. Se qualquer uma delas falhar, a discussão sobre visão de futuro volta maior do que estava antes da contratação.

Créditos: Torcedores

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