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Grêmio e Internacional

Ídolo do Inter, Índio lembra Gre-Nais e provoca Victor antes do clássico na Arena

Ex-zagueiro relembra os seis gols que fez em Gre-Nais, cinco sobre Victor, e a decisão do Gauchão de 2011, antes do duelo de domingo na Arena.

Por Redação Agora na Bola

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Índio em foto de arquivo
Foto: Aguante Comunicação / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

O ex-zagueiro Índio, ídolo do Internacional, voltou a falar do Gre-Nal nesta semana e cutucou com bom humor o ex-goleiro Victor, que defendeu o Grêmio e sofreu cinco gols dele no clássico. A lembrança vem às vésperas de mais um encontro entre os dois clubes, marcado para domingo, na Arena, pela 30ª rodada do Brasileirão.

O que aconteceu

Índio marcou seis gols em Gre-Nais ao longo da carreira, e cinco deles saíram contra Victor, goleiro do Grêmio entre 2008 e 2012. Quatro foram de cabeça, em um trabalho de bola aérea que o ex-zagueiro credita a Robertinho, então auxiliar de Abel Braga no Colorado (quatro gols de cabeça).

"Treinávamos bastante. Tinha muita repetição, até na finalização. E Gre-Nal, você sabe, pode ser decidido na bola parada", contou Índio.

Os gols contra o rival saíram em seis clássicos (confrontos):

O clássico que Índio guarda com mais carinho, porém, não é nenhum daqueles em que balançou as redes. Ele aponta a decisão do Gauchão de 2011, disputada no Olímpico, que recebeu ali a última partida profissional de sua história. O Grêmio havia vencido a ida no Beira-Rio por 3 a 2, e o time de Paulo Roberto Falcão precisou reagir diante do adversário treinado por Renato Gaúcho. O Colorado saiu atrás, virou para 3 a 1 e levou o segundo gol antes de resolver nos pênaltis, com vitória por 5 a 4.

O zagueiro lembra que a direção e a comissão técnica levaram ao vestiário o que a imprensa publicava sobre a vantagem tricolor naquela semana. Segundo ele, o material serviu de combustível para o grupo acreditar na virada.

Hoje comentarista de televisão, Victor virou alvo da brincadeira. "Deve estar sonhando bastante", disse Índio.

Por que importa

O Gre-Nal deste domingo chega com peso bem diferente daquele das lembranças do ex-zagueiro. Grêmio e Internacional se enfrentam às 17h30, na Arena, pela 30ª rodada do Brasileirão, e os dois clubes aparecem na zona de rebaixamento, com risco alto de queda para a Série B.

Para Índio, o domingo será de torcida em frente à televisão, na expectativa de que a postura aguerrida que marcou sua passagem pelo clube apareça em algum jogador da equipe dirigida por Eduardo Baptista. O próprio ex-zagueiro reconhece que decisões de Gre-Nal costumam passar por jogadas de bola parada, justamente o fundamento que o consagrou no clássico.

O histórico de Índio contra o Grêmio, construído em boa parte sobre o antigo goleiro tricolor, continua sendo um dos capítulos mais lembrados do confronto. Agora, a discussão deixa o passado e volta ao presente: desta vez, o clássico não vale taça, e sim a sobrevivência na elite.

Nossa visão

A fala de Índio sobre bola parada não é saudosismo solto. Clássicos equilibrados e de pouca criação costumam se decidir em detalhes de posicionamento, e um zagueiro que fez carreira atacando a área sabe disso melhor que a maioria. O trabalho de repetição que ele descreve, com ajuste de movimento e finalização, é o tipo de rotina que aparece no placar em jogos travados.

Do outro lado da memória está a decisão de 2011, que fechou um ciclo do Olímpico e ficou marcada pela virada colorada nos pênaltis. Trazer esse capítulo à tona na semana de um Gre-Nal que vale permanência na Série A ajuda a medir o tamanho do que está em jogo agora. O clássico segue sendo o clássico, mas o contexto mudou, e ambos os clubes chegam pressionados por uma tabela que não perdoa.

Créditos: ge

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