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Inter repete escalação em apenas três dos 12 jogos do segundo semestre

Time de Paulo Pezzolano não repetiu a formação em 12 partidas e terá novas mudanças contra a Chapecoense, com dois suspensos.

Por Redação Agora na Bola

  • Internacional
Cena da partida do Internacional
Foto: Roberto Vinicius/AGIF, via ge

O Internacional entrou em campo 12 vezes no segundo semestre, somando Brasileirão e Copa do Brasil, e repetiu a mesma escalação em apenas três dessas partidas. Para o próximo compromisso, contra a Chapecoense, o técnico Paulo Pezzolano terá de alterar o time outra vez, porque Matheus Bahia e Braian Aguirre estão suspensos.

O que aconteceu

O levantamento das formações coloradas no período mostra que a mesma equipe começou apenas três dos 12 jogos disputados entre Brasileirão e Copa do Brasil. As repetições aconteceram todas no Beira-Rio: nos empates com o Flamengo, pela 21ª rodada, e com o Remo, pela 23ª rodada, além da ida das oitavas de final da Copa do Brasil, quando o time bateu o Corinthians por 2 a 0.

Nenhum atleta foi titular nas 12 partidas. Villagra começou oito delas. Alan Patrick e Mercado apareceram nove vezes entre os titulares, enquanto Matheus Bahia, Carbonero e o goleiro Matheus Cunha somam 10. O grupo mais acionado tem Maripán, Bruno Gomes, Vitinho e Bernabei, com 11 jogos cada um.

Thiago Maia ainda não havia entrado em campo no segundo semestre quando foi escalado entre os titulares diante do Bahia, na 25ª rodada. Ronaldo tinha cerca de 20 minutos acumulados no período antes de receber a mesma condição de titular. Alan Patrick viveu o caminho oposto: perdeu a vaga no Gre-Nal de ida das quartas de final da Copa do Brasil, mesmo sendo o camisa 10 e uma das principais referências técnicas do elenco.

O posicionamento dele também mudou conforme o adversário. No empate com o Remo, atuou mais perto do meio-campo. Diante de Flamengo e Corinthians, foi adiantado, quase como um falso 9.

Por que importa

O segundo semestre colorado concentrou 12 partidas entre Brasileirão e Copa do Brasil, com jogos eliminatórios nas oitavas e nas quartas do mata-mata nacional. Nesse recorte, a falta de uma base fixa aparece não só na contagem de repetições, mas também na troca constante de nomes entre os titulares, inclusive de jogadores considerados pilares do grupo.

Para o próximo compromisso, Pezzolano já sabe que não poderá contar com Matheus Bahia, um dos mais usados na linha de defesa, e com Braian Aguirre, ambos suspensos. A dupla atua no setor mais acionado do time no período, o que obriga o treinador a recompor a linha de trás justamente em um momento de calendário apertado.

A alternância não é um fenômeno isolado de uma posição. Ela atravessa defesa, meio-campo e ataque: Carbonero, Bernabei, Vitinho, Sanabria e Alerrandro se revezaram em configurações diferentes, e Bernabei chegou a ser deslocado entre a lateral e uma função mais adiantada. O ataque foi o setor com maior variação de peças.

Nossa visão

Rodízio pode ser leitura de desgaste, lesão ou suspensão, o que seria natural em um semestre com dois torneios. No caso do Inter, porém, há um detalhe que chama atenção: a alternância alcançou também o capitão e principal nome técnico do elenco, que saiu do time inicial em um jogo decisivo. Quando o jogador de referência perde lugar sem motivo disciplinar ou físico aparente, o recado atinge o grupo inteiro e reforça a impressão de que nenhuma posição está garantida.

Não há dado público consolidado que separe quantas dessas mudanças vieram de lesão, quantas de suspensão e quantas de escolha do treinador. Sem essa divisão, fica difícil cravar se o problema é gestão de elenco ou necessidade imposta pelo calendário. O que se pode afirmar é que a ausência de repetição cobra preço em qualquer equipe, sobretudo no entrosamento de coberturas e na organização defensiva, e o Inter chega à reta do segundo semestre sem ter encontrado um bloco fixo.

Créditos: ge

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