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CBF reconhece ao Inter erro em lance de Carlos Vinicius no Gre-Nal 453

Entidade admite que o atacante do Grêmio deveria ter recebido o segundo amarelo na ida das quartas da Copa do Brasil, no Beira-Rio

Por Redação Agora na Bola

  • Grêmio
  • Internacional
Carlos Vinicius, Grêmio, em foto de gremio.net
Foto: gremio.net

A CBF respondeu ao questionamento do Internacional e reconheceu que o atacante Carlos Vinicius, do Grêmio, deveria ter sido expulso no Gre-Nal 453, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, em 27 de agosto. O lance ocorreu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o centroavante acertou o rosto de Bruno Gomes com o braço e não foi advertido.

O que aconteceu

A resposta saiu pela Ouvidoria da CBF, que levou 10 dias úteis para retornar ao clube gaúcho. O entendimento da entidade é de que o gremista deveria ter recebido o segundo cartão amarelo na jogada, o que o deixaria fora do restante da partida.

Carlos Vinicius já tinha amarelo desde os 41 minutos, quando se envolveu em uma discussão. A partida do dia 27 de agosto foi o primeiro duelo entre os dois clubes nas quartas de final do torneio nacional.

Na avaliação da CBF, o jogador "faz uso ilegal dos braços na disputa e atua sem considerar o risco para o adversário". O órgão classificou o movimento como falta para cartão amarelo.

O árbitro Ramon Abatti Abel não será afastado. A equipe que trabalhou no jogo teve ainda os assistentes Thiaggo Americano Labes e Michael Stanislau e, no árbitro de vídeo, Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira.

No Beira-Rio, a ida terminou empatada em 0 a 0. No jogo de volta, na Arena, Carlos Vinicius marcou dois gols na vitória do Grêmio por 3 a 1, resultado que levou o time às semifinais da Copa do Brasil.

A CBF afirma que a Ouvidoria funciona como instrumento de diálogo com os clubes. A Diretoria de Arbitragem do setor sustenta que não vê problema em admitir erros quando eles acontecem.

Por que importa

O reconhecimento chega quase duas semanas depois do jogo e não mexe em nada do que ficou registrado em campo. Não há previsão de efeito disciplinar retroativo sobre Carlos Vinicius, e o placar e a classificação obtida pelo Grêmio na volta seguem valendo.

Para o Internacional, o caminho da Ouvidoria serve como registro formal da reclamação, ainda que sem poder de alterar o resultado. É o tipo de resposta que costuma encerrar o assunto do ponto de vista administrativo, sem punição a quem apitou.

Do lado do Grêmio, o episódio não muda a campanha na competição. O clube já estava nas semifinais desde a vitória na Arena, construída justamente com dois gols do atacante envolvido no lance questionado pelo rival.

Também não há dado público consolidado sobre eventual mudança no critério de arbitragem da CBF a partir deste caso. O que existe é a manifestação da Diretoria de Arbitragem, que trata o reconhecimento de erro como prática normal do setor.

Nossa visão

A resposta da Ouvidoria tem valor simbólico e pouco efeito concreto. Ela dá ao clube derrotado o direito de ver sua leitura do lance validada, mas chega quando o jogo já terminou, o placar já foi fechado e a vaga já tinha dono. No futebol brasileiro, esse tipo de reconhecimento funciona mais como prestação de contas do que como correção.

O caso também expõe um limite conhecido: quando o erro envolve um cartão não dado, não há como voltar atrás. O árbitro segue escalado, o atleta segue sem punição e o clube prejudicado fica com a palavra da entidade e nada mais. É pouco para quem se sentiu lesado em um Gre-Nal de quartas de final, mas é o que o desenho atual do sistema permite entregar.

Créditos: ge

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