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Internacional encerra janela com cinco reforços, seis saídas e transfer ban da Fifa

Clube concluiu as chegadas do segundo semestre antes do transfer ban da Fifa e registrou seis saídas, com 18 no acumulado de 2026

Por Redação Agora na Bola

  • Internacional
Cena da partida do Internacional
Foto: Ricardo Duarte/ Internacional, via ge Rio Grande do Sul

O Internacional encerrou a janela de transferências do segundo semestre com cinco reforços e seis saídas, antes mesmo do fechamento do mercado nacional. A chegada do atacante Tonny Sanabria, em 20 de agosto, foi a última contratação do Beira-Rio, que depois foi punido pela Fifa com um transfer ban por dívida ligada à compra do zagueiro Juninho.

O que aconteceu

A janela de transferências do segundo semestre do futebol brasileiro se encerrou nesta sexta-feira, 11 de setembro. No Beira-Rio, o trabalho já estava concluído. A diretoria considerou o grupo fechado após cinco reforços e não buscou mais nomes no mercado. Depois de Sanabria, contratado em 20 de agosto, chegaram ainda o goleiro Matheus Cunha, o zagueiro Maripán, o meia Calebe e o atacante Eliasson.

Em seguida, o Inter foi punido pela Fifa com um transfer ban por causa de uma dívida relacionada à compra do zagueiro Juninho. A medida já era aguardada nos bastidores e fez o clube antecipar as movimentações previstas para o período.

Do outro lado, seis jogadores deixaram o Beira-Rio. O primeiro foi o colombiano Rafael Borré, artilheiro do time no ano com nove gols, vendido ao River Plate em transferência avaliada em US$ 4,5 milhões, considerando o valor da venda e demais cláusulas do acordo.

Depois saiu Bruno Tabata, emprestado ao Qatar Sports Club até junho do próximo ano. Alan Rodríguez foi para o Rosario Central, na Argentina, em empréstimo de um ano com compensação financeira ao Inter. Clayton Sampaio rumou ao Fakel Voronezh, da Rússia, também por empréstimo, com opção de compra ao fim do vínculo, em junho de 2027.

Richard fechou a temporada sem entrar em campo e rescindiu o contrato para assinar com o Coritiba. A lista terminou com Gustavo Prado, que estava no Ceará por empréstimo e foi repassado ao Dinamo de Kiev, na Ucrânia.

No primeiro semestre, 12 jogadores já tinham deixado o clube. Com as seis saídas desta janela, o Inter acumula 18 no total de 2026.

Por que importa

A reformulação do grupo não é novidade no Beira-Rio. Desde o começo do ano, o clube mexe no elenco por causa do cenário financeiro, e a janela do meio do ano manteve esse movimento. O corte no número de atletas acompanha a tentativa de ajustar as contas.

Com a punição em vigor, o Inter fica impedido de registrar novos atletas enquanto a pendência com a Fifa não for resolvida. A prioridade declarada no clube é manter em dia os compromissos com jogadores e funcionários, deixando a questão em segundo plano.

Nossa visão

O Internacional fechou a janela com um elenco mais enxuto e uma conta a acertar com a Fifa. Trocar 18 jogadores em uma temporada é volume alto mesmo para um clube que costuma reformular o grupo, e isso cobra preço na consistência ao longo do campeonato. De um lado, a diretoria organiza o caixa e evita criar novas dívidas; do outro, o time fica com menos alternativas para a reta final do Brasileirão.

Os reforços do meio do ano precisam render rápido, porque o mercado nacional só reabre depois do fim da temporada. Sanabria, Eliasson, Calebe, Maripán e Matheus Cunha chegam com a missão de sustentar um grupo que perdeu seu principal goleador. O sucesso do plano depende menos de nomes isolados do que de manter os titulares saudáveis e em campo até dezembro.

Créditos: ge Rio Grande do Sul

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