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Grêmio: 2ª janela fecha com 101 contratações e R$ 500 milhões na Série A

Período de inscrições termina com 101 reforços na Série A e cerca de R$ 500 milhões em negócios. Cruzeiro, Vasco e Flamengo lideram os gastos.

Por Redação Agora na Bola

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  • Internacional
Cena de jogo do Grêmio
Foto: sougremio.com.br

A segunda janela de transferências de 2026 chegou ao fim na sexta-feira, 11 de setembro, com 101 jogadores contratados pelos clubes da Série A e cerca de R$ 500 milhões em negócios acertados no período. O volume é 70% menor que o da primeira janela do ano. Sobre a movimentação do Grêmio, não há dado público consolidado sobre contratações fechadas nesse intervalo.

O que aconteceu

Os clubes da Série A inscreveram 101 jogadores entre 20 de julho e 11 de setembro, com cerca de R$ 500 milhões em acordos fechados. O balanço considera o valor total divulgado de cada negócio, mesmo quando o pagamento se estende por vários anos, e inclui as compras definitivas de atletas que já estavam no elenco. Luvas, extras e comissões de intermediários ficam fora da conta, e bônus previstos só entram quando são atingidos. Os totais também podem variar conforme o câmbio.

A diferença para o período anterior é grande. Na primeira janela de 2026, os clubes da Série A gastaram R$ 1,673 bilhão em 177 contratações. A redução no valor desembolsado chega a 70%, e o recorte atual é o menos movimentado em dinheiro desde a segunda janela de 2023, levando em conta o sistema de registro implantado pela CBF em 2022.

O Cruzeiro foi o clube que mais investiu, com sete reforços e cerca de R$ 110 milhões em acordos. A contratação mais cara do período foi a do meia Gabriel Pec, por 10 milhões de dólares fixos. Ele fraturou a tíbia da perna esquerda logo na primeira partida pelo novo clube, depois de uma entrada do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, passou por cirurgia e pode voltar aos gramados em outubro.

O Vasco veio na sequência, com seis reforços e investimento próximo de R$ 106 milhões. Os argentinos Colidio e Santiago Sosa já se firmaram entre os titulares. O clube ainda tentou contratar o centroavante Richarlison, que recusou um vínculo longo para voltar ao futebol brasileiro.

Terceiro no ranking de gastos, o Flamengo demorou a se mexer no mercado. A movimentação veio quando a saída de Gonzalo Plata para a Rússia parecia encaminhada: o clube trouxe os atacantes Anthony Valencia e Joaquín Freitas. No fim, o negócio de Plata não se concretizou e o jogador permaneceu no Rubro-Negro.

Em quantidade de reforços, a Chapecoense lidera com 11 contratações. Botafogo e Mirassol aparecem depois, com nove cada. O Botafogo fechou com o marroquino Ziyech e com o angolano Domingos Andrade, enquanto o Mirassol anunciou nomes como Gustavo Mosquito, Japa, Fernandinho e Zé Roberto.

Outros movimentos marcaram o período. O atacante Hulk trocou o Atlético-MG pelo Fluminense, e o meia Fred chegou ao Atlético-MG. Parte dos atletas foi inscrita antes da abertura oficial, no período extraordinário que a CBF abriu entre 9 e 17 de julho por causa do adiantamento da 19ª rodada do Brasileirão.

Por que importa

A janela fechada congela os elencos para o trecho decisivo do Brasileirão e para as competições de mata-mata ainda em disputa. Quem não ajustou o grupo nesse intervalo só volta a inscrever jogadores na próxima janela, e negociações com clubes do exterior seguem regras próprias de cada país.

No caso do Grêmio, não há dado público consolidado sobre contratações fechadas nesta segunda janela. Fica em aberto, portanto, a dimensão do reforço do elenco para o restante da temporada.

Do outro lado do clássico, o Internacional tem presença registrada no balanço por um lance dentro de campo: o zagueiro Victor Gabriel foi o autor da entrada que lesionou Gabriel Pec, do Cruzeiro, na estreia do meia pela nova equipe.

Nossa visão

O mercado brasileiro encolheu nesta janela, e a leitura mais direta é financeira. Com menos dinheiro circulando, os clubes preferiram ajustar o elenco a fazer grandes compras. Cruzeiro e Vasco puxaram os gastos, mas boa parte da Série A trabalhou com contratações pontuais ou com a compra definitiva de atletas que já estavam no grupo.

Para o Grêmio, a ausência de dados públicos sobre movimentações neste período é o ponto que fica em aberto. Sem números oficiais, não há como comparar o esforço do clube com o de rivais diretos na tabela. O desfecho do Brasileirão vai indicar se a prudência no mercado foi escolha ou limitação.

Créditos: ge

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