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Inter reabre disputa no gol com Matheus Cunha titular e retorno de Rochet previsto

Atuações de Matheus Cunha reacendem a briga pela camisa 1 do Inter, e a volta de Sergio Rochet aumenta a pressão sobre a comissão técnica

Por Redação Agora na Bola

  • Internacional
Matheus Cunha, Internacional, em foto de gazetaesportiva.com
Foto: gazetaesportiva.com

O Internacional entra na reta final da temporada sem definição no gol. As atuações de Matheus Cunha reabriram a briga pela titularidade, e a proximidade do retorno de Sergio Rochet acrescenta um novo capítulo à disputa interna do clube. O Colorado visita a Chapecoense neste sábado, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro.

O que aconteceu

Matheus Cunha chegou em julho, quando estava sem espaço no Cruzeiro, para ser a primeira alternativa a Sergio Rochet, que se recuperava de cirurgia. A sequência de partidas dele, porém, trouxe mais dúvidas do que respostas, a ponto de o nome de Anthoni voltar a ser considerado para o duelo com a Chapecoense.

Três goleiros já foram usados pelo Inter na temporada. Rochet tem 1.530 minutos em 17 partidas, enquanto Anthoni acumula 1.453 minutos em 17 jogos. A diferença de tempo em campo se explica porque Anthoni foi titular em 16 oportunidades e, na 17ª, ficou apenas 13 minutos em ação, quando substituiu Matheus Cunha no fim do empate com o Atlético-MG, em agosto.

No restante, os números são idênticos: cada um sofreu 19 gols, com média de 1,11 por jogo, e ambos ficaram cinco partidas sem levar gol.

Rochet passou por cirurgia de hérnia de disco em agosto e a previsão de retorno aponta para 7 de outubro, no confronto com o Corinthians.

Matheus Cunha estreou com a camisa colorada diante do Flamengo, seu ex-clube, no empate por 1 a 1 no Beira-Rio, e a atuação foi elogiada apesar do gol sofrido. Antes disso, ele havia sido reserva contra o Athletico-PR, jogo em que Anthoni começou como titular e usou a braçadeira de capitão.

A instabilidade também fez parte da torcida cobrar espaço para jovens da base. O nome mais lembrado é o de Henrique Menke, de 19 anos, que voltou de empréstimo ao Como, da Itália. O clube italiano tinha opção de compra ao fim do vínculo e decidiu não exercê-la. No período na Europa, o goleiro não atuou pela equipe principal e fez 26 partidas pelo Primavera, o time sub-20 do clube.

Menke treina com a base e foi titular na eliminação para o Barra-SC, na Copa do Brasil Sub-20, nesta quarta-feira. A avaliação interna é de que ele precisa recuperar ritmo depois de um longo período sem competir. O contrato do goleiro vai até o fim de 2029, e ele ainda tem mais dois anos de categoria de base.

No grupo profissional, a ordem hoje é Anthoni, Matheus Cunha, Diego Esser, Kauan Jesus e Rochet, todos à frente do jovem. Filipe Sírio é outro nome citado como alternativa.

Por que importa

A falta de confiança no gol é um dos elementos que ajudam a explicar a crise do Inter no Brasileirão. O próximo compromisso é justamente o duelo com a Chapecoense, neste sábado, às 17h, na Arena Condá, e a escolha de quem começa a partida segue em aberto.

Com a janela de contratações fechada e Rochet ainda em recuperação, o clube não tem como buscar mais um nome para a posição neste momento. As soluções estão todas dentro do grupo, o que transforma cada atuação em avaliação para os três goleiros usados no ano e mantém a pressão sobre a comissão técnica.

O caso de Menke adiciona uma camada a mais ao debate. O entendimento interno é de que ele não deve tomar de imediato o lugar de atletas que já estão em atividade, e a ideia é dar minutos ao jovem aos poucos, até uma integração definitiva ao elenco profissional.

Nossa visão

A leitura dos números mostra um empate técnico entre Rochet e Anthoni, com Matheus Cunha em patamar semelhante de desempenho. Isso desloca a discussão do campo estatístico para o campo da confiança: o que pesa contra o atual titular são os erros pontuais em lances decisivos, e o que pesa a favor dele é a sequência de jogos que Anthoni não tem neste momento.

Sem Rochet até outubro, a decisão mais coerente parece ser manter um nome, dar rodagem e evitar nova troca a cada falha, porque alternância constante tende a ampliar a insegurança de todos. A promoção de Menke, por sua vez, pede calma: ele vem de meses longe de jogos competitivos e de uma passagem sem minutos no time principal do Como. Queimar etapas agora não resolve a crise do gol e ainda pode custar caro ao desenvolvimento de um goleiro que o clube projeta para os próximos anos.

Créditos: ge Rio Grande do Sul

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