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Inter chega a 10 jogos sem vencer, é 18º no Brasileirão e enfrenta crise na temporada
Sem vitória desde 16 de maio, o Inter é o 18º do Brasileirão, com 25 pontos, e soma problemas de elenco, financeiros e pressão na presidência.
- Internacional

O Internacional chegou a dez jogos sem vitória no Brasileirão e ocupa a 18ª posição, com 25 pontos, dentro da zona de rebaixamento. A equipe de Paulo Pezzolano perdeu para o Santos na rodada mais recente e não vence desde 16 de maio, quando bateu o Vasco, no Beira-Rio.
O que aconteceu
A derrota para o Santos na última rodada levou o Colorado a dez partidas sem triunfo no campeonato. O time aparece em 18º lugar, com 25 pontos, e o aproveitamento na competição é de 32%. A última vitória no Brasileirão veio em 16 de maio, contra o Vasco, no Beira-Rio. Desde então foram seis derrotas e quatro empates, além da eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil.
Paulo Pezzolano tem mudado a formação com frequência. Thiago Maia, que não havia entrado em campo no segundo semestre, apareceu entre os titulares diante do Bahia, na 25ª rodada, e foi mantido no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil e contra o Santos. Ronaldo somava cerca de 20 minutos em campo no segundo semestre antes de começar jogando na mesma partida contra o Bahia. Alan Patrick, capitão e camisa 10, perdeu a condição de titular na ida das quartas.
As alterações também têm relação com o elenco curto. Na lateral esquerda, apenas Matheus Bahia é jogador de origem no setor, já que Bernabei foi adiantado para atuar como meia-atacante. Quando precisa, o treinador improvisa Aguirre pelo lado esquerdo. Contra a Chapecoense, nenhum dos dois estará disponível, e a comissão técnica deve devolver Bernabei à posição original.
No ataque, a venda de Borré, então artilheiro do time, para o River Plate demorou a ser compensada. A direção levou quase dois meses para anunciar um substituto, Tonny Sanabria, que até aqui soma 167 minutos em campo e nenhuma finalização. Antes, o clube tentou Alex Arce, do Independiente Rivadavia, alvo prioritário, e Bakambu, sem sucesso. Sem alternativas, Pezzolano chegou a usar o zagueiro Juninho como centroavante no fim do empate sem gols com o Atlético-MG, no Beira-Rio.
Nos bastidores, o clube iniciou o ano com dívida de R$ 939 milhões, e o passivo seguia na casa de R$ 1,2 bilhão. Entre julho e agosto, houve atraso de dois meses no pagamento de direitos de imagem dos jogadores, além de atraso em valores de uma repactuação firmada em 2025. Na véspera do primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, os atletas decidiram não fazer a concentração habitual. Para a partida de volta, a diretoria adiantou salários e quitou parte dos direitos de imagem pendentes, mas ainda restam pendências com o grupo.
Na presidência desde 2021, em dois mandatos seguidos, Alessandro Barcellos acumula eliminações precoces em competições de mata-mata, dificuldades financeiras e um título, o Gauchão de 2025. Ele virou o principal alvo dos protestos da torcida, e o mandato termina no fim da temporada, quando haverá nova eleição presidencial.
Por que importa
O Inter é o único clube que ainda não venceu no Brasileirão depois da retomada do campeonato no segundo semestre, segundo a posição na tabela. A combinação de resultados ruins, instabilidade na escalação e restrições de elenco deixa a equipe na parte de baixo da classificação justamente na reta em que os pontos passam a pesar mais.
O calendário também não ajuda: o próximo compromisso é contra a Chapecoense, e o time precisa montar o setor esquerdo praticamente do zero. Fora de campo, os atrasos de pagamento e a proximidade da eleição presidencial transformam a crise esportiva em disputa política, com a diretoria sob cobrança constante.
Nossa visão
A crise do Inter não se explica por um fator único. Há instabilidade técnica, com um treinador que muda a formação quase a cada rodada e não consegue dar sequência a nomes importantes; há limitação de elenco, exposta na lateral esquerda e no ataque; e há o componente financeiro, com atrasos que chegaram a mexer com a rotina do grupo antes de decisões importantes.
O ponto sensível é o encadeamento desses problemas. Quando o resultado não vem, a troca de peças aumenta, o time perde identidade e a cobrança sobe, o que pressiona ainda mais a diretoria em fim de mandato. Reverter esse quadro exige mais do que uma vitória isolada: passa por dar previsibilidade à escalação e resolver as pendências fora do campo. Não há dado público consolidado sobre um plano de recuperação apresentado pelo clube até esta publicação.
Créditos: ge Rio Grande do Sul
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