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Grêmio acerta retorno de Renato para a quinta passagem; Felipão comanda no Rio

Ídolo volta ao comando do Grêmio até dezembro, mas deve se juntar à delegação no Rio; Scolari aparece como interino contra o Botafogo.

Por Redação Agora na Bola

  • Grêmio
Renato Portaluppi, Grêmio, em foto de arquivo
Foto: TVE RS / TV Grenal / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Grêmio confirmou na segunda-feira, 14, o retorno de Renato Portaluppi como técnico. É a quinta passagem dele pelo clube, que completa 123 anos na terça-feira. A previsão é de que ele se junte à delegação no Rio de Janeiro, onde o time enfrenta o Botafogo na quarta-feira, e comande o primeiro treino na quinta-feira.

O que aconteceu

O acerto foi costurado em poucas horas. Na tarde de domingo, o Grêmio demitiu Luís Castro; à noite, já tinha os termos fechados com Renato Portaluppi para o treinador trabalhar até dezembro. A conversa ficou com o empresário Gerson Oldenburg e o departamento de futebol do clube.

O primeiro obstáculo foi financeiro. A pedida de Renato ficou acima do que o Grêmio pretendia gastar, e a intenção gremista era pagar menos da metade do salário de Luís Castro. As partes chegaram a um meio-termo e o contrato passou a incluir premiação por metas.

A dúvida agora é de prazo burocrático. Para que Renato já dirija o time contra o Botafogo, na quarta-feira, no Rio, o Grêmio precisaria registrar o novo vínculo no BID até o fim da tarde de terça. Como o anúncio saiu na segunda, havia incerteza sobre a viabilidade disso. O planejamento aponta Luiz Felipe Scolari como comandante interino, e uma troca de última hora para o novo treinador não está descartada.

Renato está no Rio de Janeiro, cidade onde mora, e a previsão é de que se integre à delegação por lá. O primeiro treino dele em Porto Alegre deve ocorrer na quinta-feira. Nas quatro passagens anteriores, ele comandou o Grêmio em 552 partidas.

A comissão técnica será remontada, porque o Grêmio não tinha profissionais próprios no grupo de Luís Castro. Rogério Dias, o Rogerinho, que estava na base, retorna ao time profissional como preparador físico. O auxiliar Alexandre Mendes acompanha Renato, e o também auxiliar Marcelo Salles, que trabalha no Botafogo, pode ser incorporado. Outros nomes ainda serão confirmados.

Luís Castro foi demitido no domingo, depois da derrota de virada para o Vasco. O português deixa o clube com 51 jogos em nove meses e 47% de aproveitamento. Ele foi o 16º treinador demitido na Série A de 2026.

Renato já trabalhou com o atual presidente, Odorico Roman, na terceira passagem dele pelo clube, entre 2016 e 2021. Roman foi vice de futebol em 2017, no ano do título da Libertadores, e integrou a diretoria de futebol no fim de 2016, quando o Grêmio ganhou a Copa do Brasil.

Na segunda-feira, o elenco se reapresentou no CT Luiz Carvalho e iniciou a preparação para o duelo com o Botafogo, já sob o comando de Scolari.

Por que importa

A volta de Renato acontece numa semana de calendário apertado e de mudança no banco. O Grêmio joga no Rio na quarta-feira e precisa definir a comissão às pressas para não começar o novo ciclo improvisando. O anúncio saiu às vésperas do aniversário do clube, o que aumenta o peso simbólico da decisão.

O clube também tem uma pendência de estrutura: como não havia profissionais próprios na equipe de Luís Castro, parte do grupo de trabalho vem da base, e nomes externos ainda podem chegar. Renato assume sem tempo de treino antes do confronto com o Botafogo, o que joga peso sobre a comissão que estiver no banco na quarta-feira.

Nossa visão

A quinta passagem de Renato diz menos sobre um projeto novo e mais sobre a leitura de que o Grêmio precisava de resposta rápida. O vínculo curto, até dezembro, com premiação por metas, reforça esse caráter de socorro imediato. É um formato que protege o clube no bolso e cobra resultado em prazo curto, mas deixa em aberto o que vem depois da temporada.

O detalhe burocrático do BID é o retrato do momento: a corrida para registrar o contrato a tempo de ter o treinador no banco já na quarta-feira mostra o quanto o clube se movimentou em cima da hora. Enquanto isso, Scolari, que é coordenador técnico e participa das decisões de futebol, pode acumular a função de treinador por uma partida. Funciona como ponte, mas exige clareza de papéis para que a transição não vire ruído no vestiário.

Créditos: ge Rio Grande do Sul, Gazeta Esportiva

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