Pular para o conteúdo

Notícia

Grêmio fecha janela com seis reforços e seis saídas e gasta menos que no início do ano

Tricolor desembolsou R$ 8 milhões por Caito e Wallace, vendeu Gabriel Mec ao Porto e viu Arthur, Willian e outros quatro nomes deixarem o clube

Por Redação Agora na Bola

  • Grêmio
Cena da partida do Grêmio
Foto: Lucas Uebel / Grêmio, via ge Rio Grande do Sul

O Grêmio fechou a janela de transferências internacionais desta sexta-feira com seis reforços, seis saídas e um gasto bem abaixo do registrado no início do ano. Dos contratados, apenas dois custaram dinheiro ao clube: o lateral-direito Diego Caito e o zagueiro Wallace. O meia-atacante Gabriel Mec foi vendido ao Porto.

O que aconteceu

Nesta sexta-feira terminou o prazo para contratações internacionais no futebol brasileiro. O Grêmio fechou o período com seis jogadores contratados e o mesmo número de saídas. Apenas duas chegadas envolveram pagamento: o lateral-direito Diego Caito, comprado ao Goiás por R$ 5 milhões, e o zagueiro Wallace, que veio do CRB por R$ 3 milhões, em um total de R$ 8 milhões.

Outros três reforços chegaram sem custo de transferência. O atacante Jovane Cabral, o meia Filip Krovinovic e o volante Danilo Barbosa não tinham vínculo com clubes e assinaram com luvas, salários e comissões para agentes, valores que o Grêmio não divulgou. Já Matheus Nascimento veio do Botafogo por meio do abatimento de parte da dívida que o clube carioca tem com o Tricolor.

Do lado das saídas, Arthur acertou depois com o Santos, Willian rescindiu contrato, Monsalve foi emprestado ao Estudiantes e três atletas foram vendidos: André Henrique, Viery e Gabriel Mec.

A negociação de Gabriel Mec com o Porto rendeu 11 milhões de euros, mais 1 milhão de euros em bonificações por metas cumpridas. O Grêmio detinha 80% dos direitos econômicos do meia-atacante. Em julho, o Shakhtar Donetsk havia apresentado uma oferta de 12 milhões de euros, aceita pelo clube gaúcho e recusada pelo atleta, que não quis atuar na Ucrânia.

A venda de Viery foi anterior, em junho, durante a pausa da Copa do Mundo. O zagueiro saiu para a Fiorentina por 15 milhões de euros fixos, além de 2 milhões de euros em metas atingidas. O Grêmio tinha 100% dos direitos do jogador e recebeu o valor integral.

A diferença de investimento entre as duas janelas é grande. No começo do ano, com Odorico Roman já na presidência, o clube gastou perto de R$ 100 milhões em nomes como Nardoni, Leonel Pérez, Enamorado e Tetê. Weverton chegou sem custo de transferência, liberado pelo Palmeiras, e Caio Paulista veio por empréstimo. Leonel Pérez está atualmente emprestado ao Racing.

O Grêmio ainda tentou um zagueiro para o lado esquerdo da defesa. Nicolás Valentini, da Fiorentina e hoje no Alavés, e Matías Moreno, também da Fiorentina e atualmente no Venezia, foram consultados, mas as conversas não avançaram.

Por que importa

Apesar do gasto menor, o clube encontrou titulares para o segundo semestre. Diego Caito e Wallace se firmaram nas posições, e Krovinovic herdou a camisa 10. As vendas de Viery e Gabriel Mec reforçaram o caixa em um momento de aperto financeiro, mas tiraram do elenco dois jogadores formados na base.

O contexto esportivo aumenta o peso da janela. O time abre neste sábado, na Arena, uma série de partidas em casa que começa contra o Vasco, adversário direto na briga contra o rebaixamento. O técnico Luís Castro não poderá contar com o lateral Marlon, que sofreu lesão muscular.

Nossa visão

O Grêmio trocou quantidade por encaixe. A janela anterior, com investimento alto, montou um elenco que ainda buscava identidade. A atual foi cirúrgica: um lateral, um zagueiro e um meia para corrigir setores específicos, além de nomes que chegaram sem custo de transferência. O risco está na profundidade do grupo, que perdeu dois atletas da base com mercado crescente e ganhou reforços que dependem de adaptação rápida ao Brasileirão.

A venda de Gabriel Mec, a mais concreta do período, expõe a leitura do clube: com o caixa pressionado, o dinheiro da base vira folha e contratação. É uma escolha coerente no curto prazo e delicada no médio, porque a reposição de jogadores formados em casa leva tempo. O desempenho da equipe na reta final do campeonato vai dizer se a janela foi econômica ou apenas insuficiente.

Créditos: ge Rio Grande do Sul

Continue lendo

Agora na Bola

Site independente. Não temos vínculo com clubes, CBF, Conmebol, FIFA ou federações. Nomes de clubes e competições são citados apenas para identificação.

Conteúdo revisado e assinado pela redação; fatos com fonte linkada

Todos os textos são originais e independentes

2026 · Agora na Bola