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Grêmio abre conversas para a volta de Renato Portaluppi após demitir Luís Castro

Primeiros contatos ocorreram neste domingo, horas depois da demissão de Luís Castro; valores ainda separam o técnico e o clube

Por Redação Agora na Bola

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Renato Grêmio
Foto: Maxi Franzoi/AGIF, via ge

O Grêmio começou neste domingo, 13 de setembro, as conversas para trazer de volta o técnico Renato Portaluppi. Os primeiros contatos aconteceram horas depois da demissão de Luís Castro, comunicada no início da tarde. O treinador está livre no mercado desde que deixou o Vasco, em junho, e as tratativas ainda não chegaram a um acerto de valores.

O que aconteceu

A derrota por 2 a 1 para o Vasco, no sábado, na Arena, em confronto direto na parte de baixo da tabela, foi o último jogo do Grêmio sob o comando de Luís Castro. A demissão do treinador foi definida e informada no início da tarde deste domingo.

Pouco depois, a diretoria gremista procurou Renato Portaluppi, que não trabalha desde a saída do Vasco, em junho deste ano. As conversas com o técnico foram iniciadas, mas ainda existe distância entre o valor pretendido pelo treinador e a proposta do clube. O empresário Gerson Oldenburg conduz as tratativas com a direção.

Um eventual acerto será a quinta passagem de Renato pelo Grêmio, clube no qual se firmou como ídolo primeiro como jogador e depois como treinador. Ele já comandou o time em 2010 e em 2013, no período de 2016 a 2021 e, mais recentemente, de 2022 a 2024. A trajetória dele no clube inclui conquistas como a Copa do Brasil, a Libertadores e a Recopa Sul-Americana.

Um detalhe do fim de semana chamou atenção: Alexandre Mendes, auxiliar direto de Renato, esteve na Arena no sábado e acompanhou a derrota para o Vasco.

Até a publicação desta matéria, o clube não havia se manifestado oficialmente sobre as conversas nem divulgado valores ou prazos. Quem vai comandar o time de forma interina contra o Botafogo, na quarta-feira, é o coordenador técnico Felipão.

Por que importa

O momento é de urgência na Arena. O Grêmio saiu na frente em casa contra um adversário direto na briga contra a queda e levou a virada no segundo tempo, resultado que deixou o time em situação ainda mais apertada na luta contra o rebaixamento. Trocar o comando às vésperas de uma sequência decisiva obriga a direção a escolher entre um nome conhecido da casa e a continuidade de um trabalho que já não respondia.

Renato é o técnico com a maior identificação recente com o clube, mas também aquele cuja última passagem terminou no fim de 2024. Desde então, o treinador não teve trabalho longo. A diferença de valores relatada pelas duas partes é o primeiro obstáculo concreto e pode definir se a conversa avança ou para nas primeiras horas.

Do outro lado, o calendário não espera. Com Felipão no banco de forma interina, o Grêmio tem pouco tempo para definir quem comandará o time na sequência da temporada, e cada rodada na parte de baixo da tabela aumenta o peso da decisão.

Nossa visão

Repetir um nome que a torcida reconhece é a solução mais simples de comunicar em um momento de crise, mas não é necessariamente a mais rápida de fechar. A negociação esbarra justamente no ponto que costuma travar acordos no meio da temporada: o tamanho do contrato e o tempo de vínculo exigido pelo treinador. Enquanto isso, o time segue sob comando interino, sem certeza sobre o modelo de jogo que terá pela frente.

Vale registrar que o Grêmio já viveu esse filme antes e sabe que a volta de um ídolo resolve o ambiente, não a tabela. O que sustenta qualquer reação é o desempenho em campo, e nesse ponto o time ainda não mostrou resposta depois da virada sofrida em casa. A diretoria tem nas mãos uma decisão de curto prazo com efeito direto sobre o restante do campeonato.

Créditos: ge

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