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Inter volta aos treinos sob protesto e jogadores deixam CT em comboio

Torcedores de organizadas foram ao CT Parque Gigante cobrar reação; time enfrenta Chapecoense no sábado

Por Redação Agora na Bola

  • Internacional
Cena de jogo do Internacional
Foto: portaldocolorado.com.br

O Internacional se reapresentou na terça-feira (8) sob novo protesto de torcedores no Centro de Treinamentos Parque Gigante, em Porto Alegre. Membros de organizadas do clube cobraram uma reação do time após a derrota para o Santos, e os jogadores deixaram o local em comboio, com carros enfileirados, escoltados pela polícia militar.

O que aconteceu

Desde o meio da manhã, integrantes da Popular, da Camisa 12, da Nação Independente e da Super Fico, as quatro principais torcidas organizadas do Colorado, se reuniram na frente do CT. Eles pediam conversa com alguma liderança do elenco, com o técnico Paulo Pezzolano ou com um dirigente. Durante o ato, um rojão chegou a ser disparado, segundo o ge Rio Grande do Sul.

No sábado (5), representantes da Camisa 12 já haviam se encontrado com o executivo de futebol Fabinho Soldado, com o diretor técnico Abel Braga e com jogadores como Bruno Henrique, Alan Patrick e Gabriel Mercado, conforme a mesma publicação.

A tensão aumentou no domingo (6), quando o time perdeu por 3 a 2 para o Santos no Beira-Rio. Depois do jogo, torcedores protestaram no pátio do estádio, exigiram a renúncia do presidente Alessandro Barcellos e prometeram comparecer todos os dias até que houvesse mudança. Na segunda-feira (7), dia de folga do elenco, a manifestação se repetiu nos arredores do estádio.

A direção, porém, optou por manter Pezzolano e Soldado no comando. Em declaração ao ge, o dirigente respaldou o trabalho do uruguaio e definiu que "fato novo seria ganhar um jogo".

Por que importa

O momento vivido pelo Inter no Campeonato Brasileiro é delicado. A equipe é a única que ainda não venceu na competição depois da pausa para a Copa do Mundo e acumula dez partidas sem triunfo no torneio, com seis derrotas no período, registrou o ge. O time está na zona de rebaixamento.

O próximo compromisso é contra a Chapecoense, no sábado (12), às 17h, na Arena Condá, em Chapecó. A Chapecoense ocupa a lanterna da Série A, o que dá um contorno ainda mais tenso ao duelo, pois uma nova derrota pode aprofundar a crise colorada.

Enquanto a torcida cobra respostas, a comissão técnica tenta ajustar o time sem tempo para treinos longos. A janela de transferências já fechou, e o elenco atual é o que resta para a reta final da temporada.

Nossa visão

A pressão sobre o Inter não é apenas de resultado, mas de postura e de comunicação. A reunião de torcedores com a diretoria no sábado e o protesto no CT na terça mostram que as organizadas querem ser ouvidas, mas também querem ver mudanças práticas no modo como o time se comporta em campo. A manutenção de Pezzolano, ao menos por enquanto, indica que a diretoria aposta no trabalho do treinador para escapar do rebaixamento, mesmo com a paciência da torcida se esgotando.

O jogo contra a Chapecoense, o lanterna, entra como um divisor de águas. Apesar da fragilidade do adversário, o Inter chega sem uma vitória sequer após a Copa, e a desconfiança é grande. Uma derrota na Arena Condá poderia transformar uma crise institucional em uma crise de gestão irreversível. Por outro lado, um triunfo, ainda que magro, pode ser o primeiro passo para reconstruir a confiança do grupo e da torcida. O cenário pede equilíbrio e respostas claras, dentro e fora das quatro linhas.

Créditos: ge Rio Grande do Sul

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