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Pezzolano minimiza pressão no Inter após 1ª vitória no returno do Brasileirão

Técnico falou sobre as cobranças depois da vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense e disse que não vê problema na busca por um substituto.

Por Redação Agora na Bola

  • Internacional
Pezzolano, Internacional, em foto de antenadosnofutebol.com.br
Foto: antenadosnofutebol.com.br

O Internacional venceu a Chapecoense por 2 a 1 neste sábado, na Arena Condá, e conquistou a primeira vitória no Brasileirão desde a pausa para a Copa do Mundo. Depois do jogo, o técnico Paulo Pezzolano comentou a cobrança que vinha enfrentando e afirmou que não se incomoda com a possibilidade de a diretoria avaliar outro nome para o comando técnico.

O que aconteceu

O Colorado bateu o adversário por 2 a 1 e encerrou uma série em que era o único clube da Série A sem vencer desde a retomada do campeonato após a Copa do Mundo. O time vinha também de eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil, resultado que colocou o treinador no centro das contestações.

A semana anterior ao jogo teve protestos de torcedores organizados e um encontro entre integrantes das organizadas, dirigentes, comissão técnica e jogadores. Pezzolano disse que a movimentação não o atingiu.

"Alívio não dá. Ainda estamos com muita dívida com a torcida e nós mesmos", declarou o uruguaio.

Questionado sobre os rumores de que o clube já procuraria um substituto, o técnico respondeu sem desconforto: "A procura pelo treinador é normal. Não pode esperar me demitir para procurar outro treinador."

O treinador afirmou ainda que se cobra bastante, que convive com pressão alta por querer conquistar e que deseja vencer para que a família, incluindo a filha, o veja como um pai ganhador.

Com o resultado, o Inter chegou a 28 pontos e continua dentro da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é contra o São Paulo, no Morumbis, no sábado seguinte.

Por que importa

A vitória alivia a pressão sobre a comissão técnica em um momento delicado da temporada, mas o cenário segue apertado. O triunfo veio justamente diante do lanterna do campeonato, o que dá dimensão do tamanho do problema colorado na competição: o time precisou de quase quatro meses para voltar a ganhar e ainda depende de uma sequência de resultados para deixar a parte de baixo da tabela.

O calendário não oferece trégua. O duelo com o São Paulo, fora de casa, abre uma nova janela de decisões para um elenco que ainda não encontrou regularidade ofensiva e que passou a conviver com a cobrança direta da torcida. Cada rodada, a partir de agora, tende a pesar mais do que a anterior na briga contra o rebaixamento, e qualquer novo tropeço reacende a discussão sobre o comando.

Vale registrar que o clube não informou oficialmente se houve ou não sondagem por outro treinador. O próprio Pezzolano disse não saber se isso aconteceu, e a direção não se manifestou sobre o assunto até esta publicação.

Nossa visão

A postura de Pezzolano chama atenção menos pelo conteúdo e mais pelo tom. Ao dizer que a busca por um substituto é natural e que não existe problema nisso, o treinador tira do clube o peso da queda de braço pública e devolve o debate para o campo, onde ele precisa de resultados. É uma forma de administrar a pressão que já vinha de antes, com protestos e conversas entre organizadas e elenco, e que a vitória apenas atenuou.

O problema de fundo segue o mesmo: uma vitória contra o último colocado não resolve a falta de produção do time ao longo do returno. Enquanto a equipe não emendar duas ou três rodadas de resultados positivos, a sombra sobre o comando técnico continuará pairando, ainda que o discurso interno seja de trabalho conjunto. O jogo contra o São Paulo, fora de casa, será um teste mais duro para medir se o fôlego conquistado neste sábado é real ou apenas momentâneo.

Créditos: ge Rio Grande do Sul

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